Grupo de Jovens São Vicente

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Santos Anjos

Autor: Humberto F. Oriá Filho
Publicação: 16.11.2009



Hoje, está voltando, com toda a intensidade, o interesse pelos Santos Anjos. Virou uma "grande coqueluche", sendo escritos diversos livros, artigos e reportagens sobre este tema. É importante, contudo, o cristão diferenciar a verdadeira crença sobre os Santos Anjos, que é uma certeza; dos duendes, fadas, gnomos, bruxas, fantasmas que estão no campo da superstição, das lendas, da ficção e das estórias.



A existência dos Santos Anjos é uma Verdade de Fé para todos os cristãos católicos. Esta Verdade está contida na Sagrada Escritura, confirmada pela unanimidade dos Santos Padres, ensinada por todos os Teólogos fiéis ao Magistério da Igreja, sendo afirmada e formulada no Concílio Ecumênico de Nicéia I (ano 325), tendo sua definição dogmática estipulada no IV Concílio Ecumênico de Latrão (ano 1215), reafirmada principalmente no Concílio Nicéia-Constantinopla (ano 381), I Concílio de Toledo (ano 400) e II Concílio Ecumênico de Leão (ano 1274).



Acreditam, também, na existência dos Santos Anjos os seguidores da religião judaica, os seguidores de Maomé e entre os protestantes há muitos teólogos que defendem a crença nos espíritos celestes. Os que negaram ou negam a existência dos Anjos, como seres espirituais criados por Deus são: saduceus, racionalistas, positivistas, protestantes liberais, espíritas, esoteristas, rosacrucianos, umbandistas, naturalistas modernos etc.



A palavra Anjo tem o significado etimológico de mensageiro, enviado, emissário de Deus. O Catecismo da Igreja Católica assim os define: "Os Anjos são servidores e mensageiros de Deus. Porque contemplam 'constantemente a face de meu Pai que está nos Céus' (Mt 18,10), são 'poderosos executores da sua palavra, obedientes ao som da sua palavra' (Sl 103,20). Enquanto criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e de vontade: são criaturas pessoais e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis" (CIC 329-330).



A classificação dos Espíritos Celestiais, numa concepção trinitária sobre a hierarquia angélica, foi feita por Dionísio o Areopagita ou Pseudo-Dionísio, no tratado "De Coelesti Hierarchia", subdividindo-os em nove coros pertencentes a três hierarquias ou ordens, que são os seguintes em escala ascendente: 1° Ordem (Anjos, Arcanjos e Principados), 2° Ordem (Potestades, Virtudes e Dominações) e 3° Ordem (Tronos, Querubins e Serafins).



Na liturgia, a 2ª feira é o dia consagrado aos Santos Anjos, sendo o dia 2 de outubro dedicado a festa dos Anjos da Guarda e o dia 29 de setembro aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael.



Sua função especial no Céu é cantar louvores a Deus e o culto que se deve aos Anjos é de veneração e não de adoração (Cf. Ex 33,20-22 e Ap 19,10). Os Santos Anjos nos guardam (Cf. Sl 90,11), apresentam nossas orações a Deus (Cf. Tb 12,12), introduzem nossa alma no Céu ou no Purgatório (Cf. Lc 16,22) e concedem-nos santas inspirações (Cf. Tb 8,2s).



Enfim, que tenhamos sempre uma piedosa devoção aos Santos Anjos que nos ajudam a viver o Evangelho e a crescer no amor a Cristo Jesus, Nosso Senhor.




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